quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Tu Bishvat - Ano Novo das árvores


Tu Bishvat é celebrado comendo-se várias espécies de frutas, algumas da nova estação. Especificamente é costume comer dos frutos pelos quais a Terra de Israel é enaltecida. São mencionadas sete espécies (duas de grãos e cinco de frutas), conforme o versículo da Torá: "Uma terra de trigo e cevada, uva, figo e romã; uma terra de azeitona e mel (de tâmaras)."

Nossos sábios dizem que o homem se parece com as árvores do campo. Disse o Rabino Elazar Ben Azarya: "Qualquer pessoa cuja inteligência excede os seus bons atos... é como uma árvore cheia de galhos, mas com poucas raízes, que o vento arranca do chão e vira de cabeça para baixo... Mas aquelas cujos bons atos excedem sua inteligência... é como uma árvore com poucos galhos, mas com muitas raízes, mesmo que todos os ventos do mundo soprassem contra, ela não sairia do lugar... em ano de seca não devemos nos preocupar, nem parar de render frutos". (Avot 3:17)

Uma árvore brota a partir de uma semente, cresce, atinge a maturidade, dá frutos e, de suas sementes, outras árvores crescem, frutificam-se, etc. Assim também é o ciclo da vida humana.

O embrião se desenvolve, nasce, cresce e amadurece e, com o passar dos anos, o ser humano se reproduz. Os frutos do judeu são Torá e mitsvót. Assim como as árvores brotam a partir de uma semente, também deve-se assegurar que mais judeus cresçam espiritualmente, gerando seus próprios frutos. Um judeu não pode se contentar apenas com sua colheita espiritual e sim, aproximar outros de sua herança.

Uma árvore é parte do reino vegetal. Plantas, ao contrário dos animais, morrem se forem desenraizadas do solo e sobrevivem apenas quando continuam recebendo nutrientes da fonte. Um judeu também subsiste e cresce espiritualmente, apenas quando ligado à sua fonte: Torá e judaísmo. Não é suficiente estudar Torá ou cumprir mitsvót uma só vez; é preciso receber constantemente alimento da fonte, e da vida.


Fonte webjudaica.com/
 

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