sábado, 25 de julho de 2015

Tishá BeAv - Período de Reflexão


Maquete - Jerusalém



Tishá BeAv, o nono dia do mês hebraico de Av, é tradicionalmente um dia de luto. Alguém pode tentar compará-lo à 'sexta-feira, 13', por ser um dia de extrema má sorte ao longo da História Judaica. Esta não é, no entanto, uma comparação adequada, já que o judaísmo não acredita neste tipo de sorte ou superstição, mas sim que, o homem é, em grande parte, senhor de seu ambiente e responsável por suas próprias ações.

Esta ideia é refletida na destruição dos dois Templos. O primeiro foi construído pelo Rei Salomão, uma vez que seu pai não teve permissão de construí-lo, por ter as mãos "sujas de sangue", pelas diversas guerras em que lutou. Não seria próprio para o Templo, um símbolo da Paz, ter sido construído por um guerreiro.

Ainda assim, o primeiro Templo foi destruído em guerra, pelos babilônios, e o exílio resultante durou setenta anos. O Talmud relata que a razão para a destruição do Templo foi a busca dominante pela idolatria, imoralidade e crimes.

O segundo Templo foi destruído, de acordo com as fontes da tradição, por uma única razão: "sinat hinam" ou ódio sem motivo. Acredita-se que as pessoas possuíam ódio umas das outras sem nenhuma razão, e não havia compaixão entre elas.

O primeiro Templo durou 420 anos, enquanto o segundo durou 410. Durações com diferença de apenas dez anos. Dez é o número de judeus necessários para um minian (quórum mínimo necessário para uma reza, para uma comunidade judaica). A falta de compaixão e o ódio da época destruíram o senso de comunidade do Povo Judeu.

Pareceria que D'us viu as transgressões que destruíram ambos os Templos no mesmo nível, e, de fato, poderia ser argumentado que o ódio era uma ofensa mais grave (o primeiro exílio durou 70 anos, enquanto o segundo...)

O Judaísmo acredita que há dois tipos de mandamentos - os que regulam as relações interpessoais, e os que regulam a relação entre o indivíduo e D'us. São como duas pernas. Pode ser possível se sustentar com uma só, mas para dar um passo a mais na evolução espiritual, devemos nos sustentar nas duas ao mesmo tempo.



Se queremos fazer este dia relevante, devemos olhar para nós mesmos claramente, independentemente de nosso passado, e nos perguntar o que fizemos para sobrepor a enormidade da destruição.



Texto: Organização Sionista




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